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BH: Família cobra resposta sobre travesti que foi atacada na Afonso Pena e morreu por complicações

A vítima chegou a ser hospitalizada e passou por atendimento médico. No entanto, ela se sentiu mal cerca de duas semanas depois de receber alta e faleceu em decorrência de complicações causadas pelo tratamento

17/02/2020 06h47 Atualizada há 8 meses
Por: Redacao
A travesti foi esfaqueada no Centro de BH e morreu por complicações no tratamento (Reprodução/Facebook)
A travesti foi esfaqueada no Centro de BH e morreu por complicações no tratamento (Reprodução/Facebook)

Familiares e amigos buscam explicações para a morte de Thabata Oliveira, de 31 anos, uma travesti que foi esfaqueada em plena Afonso Pena, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na madrugada do dia 21 de janeiro. A vítima chegou a ser hospitalizada e passou por atendimento médico. No entanto, ela se sentiu mal cerca de duas semanas depois de receber alta e faleceu em decorrência de complicações causadas pelo tratamento. Agora, o objetivo da família é descobrir quem esfaqueou Thabata. “Nós queremos respostas, queremos justiça. Ela tinha uma família também. Estamos sentindo muito a perda. A Thabata era uma pessoa maravilhosa, nunca fez mal a ninguém. Vamos descobrir quem fez isso”, diz a mãe da travesti, Silvana Oliveira, de 51 anos. Amigos próximos da travesti suspeitam que uma crise de ciúmes esteja por trás da tentativa de homicídio, já que um ex-companheiro da vítima teria a ameaçado. Em 2018, esse mesmo suspeito incendiou o quarto onde Thabata, também por ciúmes. A Polícia Civil ainda investiga o caso. “Ela [Thabata] não tinha inimizades, era uma ótima pessoa, que sempre lutou muito na vida e sempre incentivou outras pessoas. Uma grande amiga. Não acredito que a facada tenha sido por conta de alguma confusão”, afirma o amigo próximo da travesti, Rômulo Barbosa.

O caso

Mesmo com uma faca cravadas nas costas, Thabata conseguiu pedir ajuda em uma lanchonete da região, onde as funcionárias acionaram a PM e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A vítima narrou aos militares que um homem seria o autor dos golpes, mas não identificou o suspeito. Os policiais tentaram localizar o autor com a ajuda das câmeras do sistema de Olho Vivo da região, mas não conseguiram. Thabata chegou a ser socorrida para o Hospital João XXIII, onde ficou internada e recebeu alta no dia 27 de janeiro. Ela foi orientada e se manter em repouso e fazer uso de medicamentos. “Ela estava bem e respeitando as ordens médicas. Nós fomos ao médico no dia 6 de fevereiro e a médica disse que o pulmão dela já estava bem. Inclusive, ela já estava voltando a sair com alguns amigos. Eu até a alertei de que ela deveria ter cuidado.”, conta Silvana. No dia 08 de fevereiro, tudo parecia bem. mas Thabata se sentiu mal. “No sábado, ela saiu de casa e disse que iria na esquina. A tia dela até brincou dizendo que não era para ela aprontar, ela sorriu e disse que voltaria logo. E não voltou”, conta Rômulo. Antes de chegar à esquina, Thabata voltou para casa correndo pedindo por ajuda. “Ela começou a vomitar sangue e caiu no chão tendo uma convulsão. As pessoas ficaram desesperadas e chamaram o Samu. O resgate demorou a vir e, quando chegou, ela já estava muito debilitada. Ela ainda sofreu uma parada cardíaca e morreu no hospital”, conta Rômulo.

Respostas

Procurada, a Polícia Civil informou que o crime ainda está em investigação. De acordo com a mãe da vítima, uma advogada da família solicitou à corporação que imagens de câmeras de segurança da região sejam verificadas e incluídas na apuração do caso.

O BHAZ também entrou em contato com a assessoria do Hospital João XXIII, local onde Thabata ficou internada e passou por tratamento. Em nota (confira na íntegra abaixo), a Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), que administra a unidade de saúde, disse que “a paciente recebeu toda assistência necessária”.

Nota da Fhemig

“Ao dar entrada no Hospital João XXIII, a paciente recebeu toda assistência necessária, inclusive em sua reavaliação no retorno programado. Quanto aos procedimentos e ao prontuário, em respeito à determinação de legislação federal, que impõe o sigilo deste documento, não há possibilidade de disponibilizá-los, mesmo após constatado o óbito de qualquer paciente, cujo esclarecimento é de competência do Instituto Médico Legal – IML”.

 

 

 

Com BHAZ

 
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