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Anvisa confirma surto do superfungo Candida Auris em Hospital do Recife

Duas amostras foram coletadas e uma teve resultado positivo confirmado; o outro segue em análise

13/01/2022 às 22h16 Atualizada em 14/01/2022 às 08h23
Por: Redacao
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Superfungo Candida auris pode ser fatal - Foto: Science Photo Library
Superfungo Candida auris pode ser fatal - Foto: Science Photo Library

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, a confirmação de um surto do superfungo Candida auris no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, área central do Recife. Resistente a medicamentos, o germe pode ser fatal.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), equivalente à Anvisa dos Estados Unidos, incluiu a Candida auris na lista de germes classificados como ameaças urgentes uma vez que, segundo o órgão, houve um número crescente de infecções pelo fungo em vários países desde que ele foi reconhecido.

Nota técnica enviada pela Anvisa indica que a C. auris é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública [veja mais detalhes abaixo].

De acordo com a reguladora nacional de saúde, as amostras de urina de dois pacientes, um idoso de 67 anos e uma idosa de 70 anos, ambos internados no HR, foram analisadas nos Laboratórios Centrais de Pernambuco e da Bahia. A notificação dos possíveis casos do fungo foi feita à Anvisa em 3 de janeiro.

Em uma das amostras, a Anvisa recebeu a confirmação da identificação da Candida auris - a agência não especificou se foi a do homem ou da mulher. A segunda amostra está em processo de finalização de análise, e a Anvisa aguarda o resultado. "As informações sobre pacientes pertencem ao prontuário médico, sendo reservadas ao próprio paciente e à equipe médica que o assiste", disse a Anvisa ao ser questionada pela reportagem sobre mais detalhes dos pacientes.

Segundo a Anvisa, há uma força-tarefa montada para estes casos e a investigação epidemiológica é coordenada pela rede Cievs, que reúne os centros de informações estratégicas em saúde, ligados ao Ministério da Saúde e à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.

Estado contabiliza um caso confirmado, além de uma morte

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), há um caso confirmado de Candida auris e dois suspeitos - entre esses, uma morte.

O caso confirmado é de um homem de 38 anos. Um exame de urina coletado do paciente levantou a suspeita da presença do micro-organismo e, por isso, a amostra foi encaminhada para o laboratório baiano. Esse homem deu entrada no HR em 21 de novembro, na emergência da traumatologia, e recebeu alta em 30 de dezembro. O resultado positivo para C. auris foi notificado na segunda-feira (10), de acordo com a pasta estadual.

"Frisa-se que o atendimento no HR foi por outra causa e que o homem estava colonizado pelo fungo. Ou seja, foi feita a identificação da suspeita do micro-organismo por meio de um exame de rotina no hospital, contudo não havia infecção provocada por ele", informou a SES-PE.

Outros dois casos estão em investigação. O primeiro é de uma mulher de 70 anos que foi assistida no HR por outras causas - não informadas pela secretaria. "A hipótese levantada é que ela também estaria colonizada pelo fungo, caso haja a confirmação laboratorial", diz a secretaria. A nota técnica da Anvisa elenca os seguintes pontos que tornam o C. auris uma séria ameaça à saúde pública.

• produzem biofilmes tolerantes a antifúngicos apresentando resistência aos medicamentos comumente utilizados para tratar infecções por Candida. Estudos apontam que, até 90% dos isolados de Candida auris são resistentes ao fluconazol, anfotericina B ou equinocandinas. Esse tipo de padrão multirresistente não tem sido observado em nenhuma outra espécie do gênero Candida;

• pode causar infecção de corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades;

• pode permanecer viável por longos períodos no ambiente (semanas ou meses) e apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais, os que são à base de quaternário de amônio.

• propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e de sua difícil eliminação do ambiente contaminado.

 
 
 
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