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Buritis: ‘Prefiro morrer a voltar pra casa’: Babá de 16 anos denuncia abusos do pai aos patrões e homem é preso

Mesmo que não exista a conjunção carnal, o criminoso pode ser condenado a uma pena de reclusão de seis a 10 anos

25/01/2022 às 12h03
Por: Redacao
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Buritis: ‘Prefiro morrer a voltar pra casa’: Babá de 16 anos denuncia abusos do pai aos patrões e homem é preso

Um homem de 57 anos foi preso suspeito de abusar sexualmente das filhas, as coagindo com uma espingarda. Segundo a Polícia Civil, uma das garotas, de 16 anos, trabalha como babá e já chegou a pedir aos patrões para dormir no serviço, a fim de evitar os abusos cometidos pelo pai. O caso ocorreu no município de Buritis, na região Noroeste de Minas, e o homem foi detido no sábado (22).

“Ela se recusou a ir embora do trabalho dizendo que preferia morrer a ter que voltar para casa”, conta o delegado Leandro Fernandes Araújo, que está a frente do caso. Ao tomarem ciência do crime, os patrões da adolescente logo procuraram a Delegacia de Polícia Civil para denuncia-lo.
 
O suspeito, natural do Rio Grande do Sul, recebeu voz de prisão enquanto trabalhava na zona rural de Buritis e confessou o crime. Na casa do investigado, a Polícia Civil apreendeu a arma de fogo usada para coagir as vítimas.
 
Crime sexual
 
O crime de estupro é previsto no art. 213, e consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Mesmo que não exista a conjunção carnal, o criminoso pode ser condenado a uma pena de reclusão de seis a 10 anos.
O art. 217A prevê o crime de estupro de vulnerável, configurado quando a vítima tem menos de 14 anos ou, “por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência”. A pena varia de 8 a 15 anos.
 
Já o crime de importunação sexual, que se tornou lei em 2018, e é caracterizado pela realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem sua anuência. O caso mais comum é o assédio sofrido por mulheres em meios de transporte coletivo, como ônibus e metrô. Antes, isso era considerado apenas uma contravenção penal, com pena de multa. Agora, quem praticá-lo poderá pegar de um a 5 anos de prisão.
 
Onde conseguir ajuda?
 
Caso você seja vítima de qualquer tipo de violência de gênero ou conheça alguém que precise de ajuda, pode fazer denúncias pelos números 181, 197 ou 190. Além deles, veja alguns outros mecanismos de denúncia:
 
Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher
av. Barbacena, 288, Barro Preto | Telefones: 181 ou 197 ou 190
 
Casa de Referência Tina Martins
r. Paraíba, 641, Santa Efigênia | 3658-9221
 
Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher)
r. Araguari, 210, 5º Andar, Barro Preto | 2010-3171
 
Casa Benvinda – Centro de Apoio à Mulher
r. Hermilo Alves, 34, Santa Tereza | 3277-4380
 
Aplicativo MG Mulher
 
Disponível para download gratuito nos sistemas iOS e Android, o app indica à vítima endereços e telefones dos equipamentos mais próximos de sua localização, que podem auxiliá-la em caso de emergência. O app permite também a criação de uma rede colaborativa de contatos confiáveis que ela pode acionar de forma rápida caso sinta que está em perigo.
 
Seja qual for o dispositivo mais acessível, as autoridades reforçam o recado: peça ajuda.
 
 
 
Com Portal BHAZ
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