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Assassinato

SP: Morte de jovem em rodovia tem reviravolta após polícia descobrir ‘armadilha’ de ex-namorado

O homem é considerado foragido

28/05/2020 09h28
Por: Redacao

A investigação a respeito da morte de uma jovem de 21 anos sofreu uma reviravolta, em Itanhaém (SP), depois que policiais do 2º Distrito, localizado na mesma cidade, concluíram que ela foi vítima de uma armadilha premeditada pelo ex-namorado. O homem é considerado foragido.

De acordo com a Polícia Civil, Nayara da Silva teve a moto em que estava intencionalmente atingida pelo ex-namorado, que a perseguiu em um carro emprestado. Após a batida, a vítima foi jogada ao chão, na rodovia Padre Manoel de Nóbrega, no último dia 17, e atropelada enquanto pedia ajuda.

Inicialmente, as autoridades acreditavam que Nayara havia caído sozinha. No entanto, imagens registradas por câmeras de segurança mostraram que o ex dela, Márcio Manoel dos Santos, tinha ligação com o veículo que a atingiu. O homem pegou o carro emprestado com um amigo, identificado por meio da placa. A motivação para o crime seria o término do relacionamento entre Nayara e Márcio.

Armadilha

Nayara deixava o supermercado em que trabalhava, por volta das 18h, no bairro Jardim Oásis, como fazia, habitualmente, de moto. O fato de ela cair em um local conhecido levantou suspeitas e a polícia apurou junto a colegas de trabalho que ela relatou ter sofrido ameaças do ex-namorado. Márcio, segundo a investigação, era gerente em outra loja da mesma rede.

As autoridades não localizaram nenhum boletim de ocorrência em nome da vítima, mas confirmaram as ameaças junto a parentes próximos dela. Foi então que o trabalho levou os policiais às imagens que ligaram Márcio ao crime. O vídeo mostra que um carro cinza seguia Nayara no momento em que ela deixava o supermercado. Com a placa, a polícia identificou o amigo de Márcio, José Maurício da Silva Pereira, e o prendeu em casa.

Segundo a Polícia Civil, José não resistiu à abordagem e disse que já sabia o motivo pelo qual era procurado. Ele contou que estava com o ex-namorado de Nayara em um churrasco quando os dois saíram para buscar o carro emprestado, por volta das 18h, e foram ao local em que ela trabalhava. Segundo José, Márcio jogou o veículo intencionalmente contra a ex.

Ainda na versão apresentada pelo dono do carro, Márcio teria relatado que Nayara estava grávida antes de provocar a queda dela. Na sequência, os dois fugiram do local e voltaram ao churrasco.

Dia seguinte

No dia seguinte ao crime, José Maurício relata que Márcio foi ao trabalho e agiu normalmente, como se nada tivesse ocorrido. Ele explicou à polícia que o amigo contou ter levado o carro a um mecânico para consertar marcas ligadas ao acidente e ocultar o crime.

Diligências foram realizadas, mas Márcio não foi encontrado e é considerado foragido. Os policiais encontraram mensagens em que ele afirmava ao amigo, José Maurício, que fugiria.

Denunciar é importante

De acordo com as autoridades, as investigações apontam que o objetivo de Márcio era matar Nayara batendo na moto dela, já que sabia que a ex era recém-habilitada e por não ter prestado socorro.

No dia do acidente, a jovem sobreviveu à queda, mas foi atropelada acidentalmente quando pedia ajuda na rodovia. O motorista não conseguiu frear a tempo quando a viu. Ele não tinha envolvimento com os suspeitos.

O delegado Bruno Matteo, titular do 2° Distrito de Itanhaém, ressalta a importância de que mulheres denunciem sempre que estiverem sob ameaças. Segundo ele, os registros policiais e outros mecanismos podem ajudar que vítimas se defendam de possíveis crimes.

“No caso da vítima ela não fez nenhum registro, o que dificulta as investigações. Registrar não quer dizer que iria salvá-la, infelizmente. No entanto, cria-se obstáculos, como a medida protetiva, além de um rastro de investigação, uma capsula que pode blindar essas mulheres”, diz.

Segundo Bruno, além de uma forma de proteção, o registro policial de ameaças e outros crimes ligados às mulheres é, ainda, uma forma de garantia de direitos. “Ninguém é obrigado a ficar com ninguém”, afirma ao lembrar a motivação pela qual Nayara tornou-se alvo do ex-namorado.

Ajuda em BH

Na capital mineira, além da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, existem ao menos outras três instituições que atendem esse público: Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher), da Defensoria Pública; Casa Benvinda, da Prefeitura de Belo Horizonte; e Casa de Referência Tina Martins, do chamado terceiro setor, sem vínculo governamental. Veja:

Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher: av. Barbacena, 288, Barro Preto | Telefones: 181 ou 197 ou 190
Casa de Referência Tina Martins: r. Paraíba, 641, Santa Efigênia | 3658-9221
Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher): r. Araguari, 210, 5º Andar, Barro Preto | 2010-3171
Casa Benvinda – Centro de Apoio à Mulher: r. Hermilo Alves, 34, Santa Tereza | 3277-4380

 

 

Com BHAZ

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