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Partiu a lenda tricolor: morreu Mário Botina

Mário Botina honrou a camisa 9 da Associação Olímpica de Lavras

26/10/2020 21h42 Atualizada há 4 semanas
Por: Redacao
Foto: Facebook
Foto: Facebook

A Associação Olímpica de Lavras está de luto. Faleceu nesta segunda-feira(26/10), em Sete Lagoas-MG, onde morava, um dos maiores jogadores que já vestiram o manto tricolor da Rua Desembargador Alberto Luz: Mário Pereira da Silva Filho, ou, simplesmente, Mário Botina. Ele tinha 75 anos.

 

Exímio jogador de futebol e um perfeito gentleman, Mário Botina também era engenheiro agrônomo, formado pela então Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL), hoje, Universidade Federal de Lavras (UFLA).

 

Como se disse, por muitos anos, ele vestiu e honrou a camisa 9 da Associação Olímpica de Lavras.

 

Foi com o manto tricolor que Mário Botina fez parte de uma época em que as tardes de domingo, e porque não dizer a semana inteira, eram movimentadas pelos assuntos ligados ao grande clássico do futebol lavrense, que envolvia Associação Olímpica de Lavras e Fabril Esporte Clube.

 

Além da Olímpica, Mário Botina, por ser um jogador completo, com um perfeito domínio de bola, e pelo fato de chutar com os dois pés, chegou a jogar no Santos de Pelé. Na verdade, o alvinegro de Vila Belmiro tinha uma constelação de astros e Mário era um deles!

 

Mário Botina não era de Lavras, no entanto, tinha uma identificação com essa terra, que era como se fosse nativo da Terra dos Ipês e das Escolas.

 

Ele nasceu em Itajubá. Mas isso pouco importa. Será sempre lavrense, assim como estão eternizados na história do futebol de nossa terra, os gols que marcou ao longo dos anos 1960/1970.

 

O eterno camisa 9 era um ser especial. Dotado de qualidades raras, ganhou o respeito e a admiração de torcedores do Fabril, o grande rival do tricolor da Rua Desembargador Alberto Luz.

 

Assim era Mário Botina, capaz de, com seu talento, congregar na mesma paixão torcedores antagônicos! Isso fez dele, o grande Mário da Olímpica!

 

É pena que, com ele, se encerra mais um capítulo da história da era de ouro do futebol lavrense, escrito por grandes nomes não só da Olímpica e do Fabril, mas também da Associação Atlética Ferroviária

A partida de Mário Botina deixa todos nós um tanto quanto saudosos do tempo em que se podia andar a qualquer hora pelas ruas da cidade, sem medo de ser assaltado ou admoestado por pedintes em busca de moedinhas. Época que os domingos eram preenchidos não por Faustão, Eliane ou Faro, mas sim por Mário Botina, Pirilo, Paulão, Bené, Henrique, e tantos outros craques que partiram ou que ainda estão por aqui.

 

Mário Botina era casado, e deixa a esposa, um casal de filhos e netos. Além da família, ele tinha uma outra grande paixão: a pescaria. Sempre que podia, viajava até o Pantanal.

 

Uma coisa, temos certeza! Onde Mário Pereira da Silva Filho, o Mário Botina, estiver, ele fala direto com Deus!

 

 

Ass:  Zinho Tricolor

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