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Covid-19: escola de Campinas suspende aulas e apresenta 47 infectados

Na cidade paulista, três escolas particulares apresentaram casos e uma delas teve surto

08/02/2021 19h23
Por: Redacao
Covid-19: escola de Campinas suspende aulas e apresenta 47 infectados

Duas escolas em Campinas (SP) suspenderam as aulas presenciais após registrarem casos de covid-19 entre alunos e funcionários. A situação rendeu um pedido de esclarecimentos pelo Ministério Público de São Paulo. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) do município informa que outra escola também confirmou um caso.

Até as 15h desta sexta-feira (5/2), o Instituto Educacional Jaime Kratz registrava um total de oito alunos e 39 funcionários com diagnóstico positivo para a infecção de coronavírus. Dois professores estão hospitalizados, ambos estáveis e não alocados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A escola informou que tem prestado apoio às famílias e aos professores. A previsão é de que a suspensão das aulas presencias se estenda até 18 de fevereiro, mas pode ser alterada por algum órgão responsável. Em nota oficial, a escola ressaltou que tem 1,3 mil alunos e que o retorno ocorreu em 25 de janeiro por meio de rodízio, sendo 35% de alunos presentes diariamente, conforme determina o plano São Paulo.

“A direção da escola reforça que adotou todas as medidas de segurança como distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel, além da desinfecção diária da unidade escolar”, ressaltou.

 

Outra instituição que também fechou as portas temporariamente foi o Colégio Farroupilha, localizado em Campinas (SP). A instituição informou que as aulas presenciais, iniciadas em 26 de janeiro em formato de rodízio, foram suspensas até 14 de fevereiro devido à testagem positiva do covid-19 em uma professora e sua filha, ambas da educação infantil.

“Todos os protocolos de segurança e higiene foram e continuam sendo adotados, rigorosamente, pelo colégio”, informou por meio de nota. A Diretoria de Ensino e a Vigilância Sanitária de Campinas foram notificadas pela instituição.

 

Procurado, o Ministério Público de São Paulo informou que as escolas estão no prazo para responder ao pedido de esclarecimento do promotor Rodrigo Augusto de Oliveira. Ele deu 10 dias para que as escolas deem detalhes sobre os fatos e protocolos de biossegurança adotados. Além disso, solicitou à Vigilância Sanitária que vistorie as duas escolas e envie relatório ao Ministério Público.

 

Departamento de Vigilância em Saúde se posiciona, mas números são diferentes

 

O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas informa que, por meio da Vigilância em Saúde Distrital (Visa) Leste, está acompanhando as três escolas com casos suspeitos ou confirmados de covid-19. Na Jaime Kratz, há 30 profissionais e 13 alunos com diagnóstico confirmado. Vale ressaltar que os números indicados são menores que os informados pela escola nesta tarde.

"Segundo investigação da Visa, o surto na unidade teve início entre os professores, na semana anterior ao retorno das aulas, em reuniões de treinamento e planejamento em que ocorreram quebras das medidas de barreira", ressaltou. A Visa Leste continuará monitorando a escola e as medidas que ela está tomando para a contenção do surto e para o retorno seguro das aulas.

"Com relação à escola Farroupilha, no local não há surto. Foram identificados três casos positivos e a escola segue sendo monitorada. Nos dois primeiros casos, a investigação mostra que houve contaminação doméstica, já que tratava de mãe (professora) e filha (aluna), que não eram da mesma sala de aula", acrescenta. Nesse caso, o Devisa apresenta um caso a mais do que foi levantado pela escola nesta tarde.

 

Sobre o Colégio Múltiplo, informa que há um caso, notificado nesta terça-feira (2/1) e investigado pela Visa Leste, que constatou que a transmissão foi domiciliar. Por enquanto, não há outras pessoas suspeitas na escola. "Todos os casos reportados são investigados e as unidades com casos suspeitos ou confirmados são monitoradas por 14 dias", afirma.

Nesta sexta-feira (5/2), o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) realizou assembleia em que a categoria decidiu por uma greve a partir da próxima segunda (8/2). Assim, 91,7% foram a favor da medida por entenderem que não há condição de retomada presencial. Os professores da rede estadual decidiram manter o trabalho remoto. 

 

 

Com Eu Estudante Educação Básica

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