
Com as fraudes no INSS no noticiário quase todos os dias, muitos aposentados e pensionistas se perguntam se o próprio benefício foi atingido. A resposta costuma estar em um documento que o segurado já tem direito de consultar: o Extrato de Empréstimo Consignado, disponível no aplicativo Meu INSS. Conhecido tecnicamente como HISCON (Histórico de Consignações), ele reúne todos os empréstimos registrados no benefício, desde o primeiro, e pode ser baixado de graça.
O problema é entender o que está escrito. O extrato pode ter dezenas de páginas, com nomes de bancos, códigos, datas e siglas em linhas parecidas umas com as outras, sem totais nem destaques. Foi pensando nisso que a DASH Consultoria, empresa de Belo Horizonte, criou o Leitor de HISCON, um serviço on-line que lê o documento inteiro, contrato por contrato, e devolve uma explicação em linguagem simples.
O uso é feito pelo celular ou computador, sem instalar nada. O segurado baixa o Extrato de Empréstimo Consignado no Meu INSS, envia o arquivo pelo site do serviço e recebe a leitura por e-mail, pronta para ler, imprimir ou guardar em PDF. Quem tem dificuldade com o uso desses aparelhos pode pedir ajuda a um filho, neto ou pessoa de confiança.
Segundo a empresa, o relatório mostra todos os empréstimos registrados no nome do beneficiário, quais bancos fizeram descontos e em que anos, e compara quanto dinheiro entrou na conta com quanto saiu do benefício. O sistema também procura situações que costumam passar despercebidas: o mesmo empréstimo refinanciado várias vezes seguidas, contratos registrados e cancelados em poucos dias, empréstimos descontados sem que o dinheiro tenha chegado à conta, cartões consignados (RMC e RCC) cujo desconto nunca termina e cobranças pequenas de associações ou seguros que a pessoa não lembra de ter autorizado.
O contexto ajuda a explicar a procura. A Polícia Federal apura descontos feitos em aposentadorias sem autorização dos beneficiários que podem chegar a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, conforme noticiado pela Câmara dos Deputados durante os trabalhos da CPMI do INSS, em 2025.
A própria empresa faz questão de dizer que o relatório não afirma que houve fraude: indica apenas os pontos que merecem explicação, e quem avalia se houve irregularidade é um profissional analisando o caso completo. O Leitor também não promete que o segurado vai receber valores de volta. A orientação ao público é desconfiar de quem garante quanto a pessoa vai receber, promete prazo, cobra adiantado para "recuperar valores" ou pede a senha do Meu INSS ou do banco. O serviço não pede nenhuma dessas senhas.
Sobre privacidade, a DASH informa que o arquivo enviado é lido e apagado em seguida, e que nem o extrato nem a leitura ficam armazenados. Questões sobre o próprio benefício continuam sendo atendidas pelo INSS, no telefone 135, gratuito.
Serviço: Leitor de HISCON, da DASH Consultoria. Site: leitorinss.consultoriadash.com.br. Valor: R$ 20,00 por leitura, pagos uma única vez por PIX. Contato: [email protected]
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