
Uma operação de combate aos crimes ambientais realizada pela Polícia Militar de Meio Ambiente de Lavras terminou com três pessoas presas em flagrante e a apreensão de diversos materiais relacionados à caça ilegal na zona rural de Luminárias.
A ação ocorreu entre os dias 20 e 22 de outubro e foi desencadeada após denúncias sobre a possível utilização de arma de fogo e a prática de caça de animais silvestres na região.


Durante a fiscalização, os policiais localizaram aves silvestres mantidas em cativeiro, uma espingarda de pressão que, segundo a Polícia Militar, era utilizada para a caça, além de gaiolas, armadilhas e uma motosserra.
Também foi apreendida uma motocicleta com sinais de adulteração no chassi, situação que deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
Entre os materiais encontrados, os policiais localizaram animais silvestres abatidos, incluindo um queixada, mamífero silvestre conhecido por viver em grupos, e um pombo silvestre.
A carne apreendida foi encaminhada para análise técnica, conforme informou a Polícia Militar.
A captura e a caça de animais silvestres sem a devida autorização podem configurar crime ambiental, conforme a legislação brasileira. A fauna nativa desempenha papel importante no equilíbrio dos ecossistemas, e a retirada irregular de animais da natureza pode causar prejuízos à biodiversidade.
Após a apreensão, os pássaros passaram por avaliação médico-veterinária. Segundo a Polícia Militar, como apresentavam características indicativas de captura recente, foi possível reintroduzi-los na natureza.

A soltura representa uma etapa importante do trabalho de proteção ambiental, desde que os animais apresentem condições adequadas para retornar ao habitat natural.
De acordo com a Polícia Militar, três pessoas foram presas em flagrante durante a operação e deverão responder pela suspeita de prática de crime contra a fauna silvestre.
A Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, prevê, no artigo 29, pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, para quem matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização, ressalvadas as hipóteses previstas na própria legislação.
As circunstâncias da ocorrência e as responsabilidades individuais deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
A operação reforça a importância das denúncias e da fiscalização no combate à caça ilegal e a outras práticas que ameaçam a fauna silvestre no Sul de Minas.
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