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“TRAÇOS DE PSICOPATA”: MÃE REVELA DETALHES DA MORTE DA FILHA DE APENAS 1 ANO

Menina morreu com sinais de violência pelo corpo. Padrasto está preso como suspeito. Em entrevista, mãe relata os últimos momentos com a filha e diz que ainda tenta encontrar explicação para tamanha tragédia.

08/11/2026 às 09h48 Atualizada em 08/11/2026 às 10h03
Por: Redacao
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“TRAÇOS DE PSICOPATA”: MÃE REVELA DETALHES DA MORTE DA FILHA DE APENAS 1 ANO

 

 

Uma menina de apenas 1 ano e 3 meses. Uma mãe que saiu de casa sem imaginar que viveria os últimos momentos ao lado da filha. E uma história que, a cada novo detalhe revelado, provoca ainda mais perplexidade.

A morte de Alice Fraga Delgado de Oliveira, ocorrida em 25 de outubro, em Samambaia, no Distrito Federal, ganhou novos contornos após o relato emocionante de sua mãe, Gabrielly Delgado de Oliveira, em entrevista concedida ao Portal Metrópoles.

Na conversa, publicada neste domingo (8), Gabrielly reconstruiu os acontecimentos do dia em que a pequena Alice morreu. O que inicialmente parecia ser um dia comum, com passeio, lanche e até uma passagem pela igreja, terminaria em desespero, diante de uma criança que precisava desesperadamente de socorro.

Segundo a mãe, naquele dia não houve discussões ou desentendimentos com seu então companheiro, João Carlos Pereira da Costa, padrasto da menina. Ela contou que ele chegou a fotografar Alice dormindo ao seu lado e demonstrou vontade de passar o dia com as duas.

Mais tarde, teria sugerido um passeio e também uma ida à missa. De acordo com Gabrielly, ele queria apresentar a menina ao padre e agradecer pelo que chamou de livramento, em referência a ferimentos que Alice já havia apresentado anteriormente.

OS MINUTOS QUE TERMINARAM EM DESESPERO

O relato da mãe aponta que, antes de seguirem viagem, eles passaram pela casa do pai de João, onde estavam de carona.

Em determinado momento, o padrasto pegou Alice no colo e a colocou sobre uma cama, enquanto ela assistia a desenhos. Depois, quando todos se preparavam para deixar o local, ele voltou à residência dizendo que precisava procurar a chupeta da criança.

Gabrielly afirma que pediu para que não perdessem tempo procurando o objeto, pois a menina tinha outra chupeta em casa.

Mas a saída foi interrompida por uma cena que jamais sairá da memória daquela mãe.

Segundo seu depoimento ao Metrópoles, antes mesmo que conseguisse abrir a porta do carro, João apareceu com Alice nos braços, gritando o nome da menina.

A criança estava em situação gravíssima.

No caminho até a unidade de saúde, Gabrielly tentou reanimar a filha. Sem compreender o que havia acontecido, ouviu do companheiro que ele teria dado água à menina enquanto procurava a chupeta. A mãe chegou a acreditar que Alice pudesse estar engasgada.

Era o início de uma dor que nenhuma mãe deveria conhecer.

A SUSPEITA QUE MUDOU TUDO

Um dos aspectos mais perturbadores do depoimento é a maneira como Gabrielly descreveu o comportamento do então companheiro.

Ela afirmou que nunca havia percebido atitudes agressivas por parte dele. Pelo contrário, contou que João dizia considerar Alice como filha e chegou a permanecer com ela durante noites no hospital, quando a menina precisou de atendimento anteriormente.

A mãe também revelou que, antes de desconfiar do padrasto, chegou a atribuir à babá a responsabilidade por ferimentos encontrados na criança em outra ocasião.

Agora, diante do que aconteceu e das informações reunidas durante as investigações, Gabrielly apresenta uma interpretação completamente diferente sobre os acontecimentos anteriores.

Ela acredita que o comportamento do companheiro escondia algo que não conseguiu perceber naquele momento.

Em uma das declarações mais fortes da entrevista, chegou a associar a postura dele ao que chamou de traços de psicopatia. Trata-se de uma avaliação pessoal da mãe, não de um diagnóstico médico.

UMA INVESTIGAÇÃO QUE REVELOU A GRAVIDADE DAS LESÕES

A morte de Alice não foi tratada como um simples caso de mal súbito.

Conforme informações divulgadas pelo Metrópoles, a documentação médico-legal apontou lesões extremamente graves, incluindo hemorragia aguda, hemopneumotórax, politraumatismo e sinais de ação contundente.

Reportagem do mesmo portal, publicada no sábado (7), também revelou que o exame cadavérico identificou fraturas nas costelas, traumatismo craniano e ruptura do tecido cardíaco, além de indícios de lesões anteriores.

O padrasto, João Carlos Pereira da Costa, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal na sexta-feira (6), sob suspeita de envolvimento na morte da criança.

UMA MÃE, UMA PERDA E UM PEDIDO DE JUSTIÇA

Ao final da entrevista, Gabrielly deixou transparecer a dimensão de uma perda que palavras dificilmente conseguem traduzir.

Ela afirmou que Alice é a maior vítima de toda essa história e disse desejar que o responsável seja punido.

A menina tinha apenas 1 ano e 3 meses. Não teve tempo de crescer, descobrir o mundo, brincar, aprender a falar e construir suas próprias lembranças.

Sua vida terminou antes mesmo de começar.

Agora, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer todas as circunstâncias da morte, permanece uma pergunta que atravessa a dor dessa família e a indignação de tantas pessoas: como uma criança tão pequena pôde passar por tanto sofrimento?

Alice não pode mais contar o que aconteceu. Cabe à investigação reunir as provas, esclarecer os fatos e assegurar que os responsáveis, caso comprovada sua participação, respondam perante a Justiça.

 

 

 

Fonte e crédito: Matéria elaborada pelo Mirante da Bocaina com base em entrevista concedida pela mãe de Alice ao Portal Metrópoles, publicada em 8 de novembro de 2026, e em informações complementares divulgadas pelo próprio portal sobre a investigação e os exames médico-legais.

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